“#O Amor Venceu” en la victoria de Lula en 2022: perdón, estratégia y Estado capitalista en el pensamiento antropolítico

Este artículo visa reflexionar sobre los rituales del perdón como estrategia política del Estado capitalista. Para ello, optamos por un formato de ensayo crítico para pensar el tema, con el texto organizado en tres apartados. El primer apartado reflexiona sobre el perdón y su eficacia política desde un punto de vista simbólico. La segunda sección trata sobre el Estado capitalista contemporáneo y sus “políticas de perdón” en casos particulares, demostrando que esta estrategia política es antigua y actualmente se está reconfigurando. En la tercera sección, se aborda el caso brasileño de “#O Amor Venceu” en la victoria de Luiz Inácio Lula da Silva en 2022 y cómo esta ‘retórica del amor’ reformula el proceso del perdón, hasta el punto de que ya no lo sea más necesario, subvirtiendo la lógica ‘pedido-aceptación-reconciliación’. Finalmente, se tejen breves consideraciones finales con el fin de encaminar reflexiones hacia nuevas observaciones.

O impacto econômico da obesidade e doenças relacionadas em sistemas públicos de saúde: uma revisão integrativa da literatura

Introdução: A obesidade é uma doença complexa, multifatorial e de alta prevalência no mundo todo. É uma doença que é fator de risco para o desenvolvimento de diversas comorbidades como o diabetes tipo 2, câncer, doenças cardiovasculares, entre outras. Dessa forma, está ligada direta a indiretamente a gastos importantes em saúde. Essa revisão integrativa tem objetivo analisar o impacto econômico da obesidade nos sistemas de saúde identificando e descrevendo esses custos e os custos das doenças associadas à obesidade. Métodos: Uma revisão integrativa da literatura foi realizada nas bases de dados PubMed, Scopus, Web of Science, BVS, LILACS e Cochrane para selecionar estudos publicados entre 2012 e 2022 que discutem o impacto econômico da obesidade em sistemas de saúde. Resultados: Dezoito estudos foram selecionados para extração de dados e análises onde foi identificado um impacto econômico relevante do ponto de vista societário e econômico por conta da obesidade e de doenças relacionadas. Os estudos analisados possuem metodologias, populações e perspectivas diversas e os dados coletados por esses estudos também diferem substancialmente um do outro, dificultando uma análise agregada de dados. As doenças relacionadas a obesidade analisadas entre um e outro estudo também diferem entre si. Conclusão: É evidente que o impacto econômico associado à obesidade e suas comorbidades é substancial nos sistemas de saúde, e projeta-se que esse impacto venha a aumentar. É necessária implantação de políticas públicas em saúde que reduza o aumento de sua prevalência. Além disso, seria interessante o desenvolvimento de um método internacional padronizado para definição e comparação do custo da obesidade entre diferentes países.

Estudos de impacto econômico da doença no panorama Brasileiro: uma revisão de escopo

Cost of illness studies are essential in health process, especially regarding the implementation of public policies, since it requires evidence-based data. This type of study helps in the identification of strategies to reduce the cost of the disease through preventive actions or treatments. In the context this scope review was conducted aiming to identify and describe the cost studies in Brazilian Health scenario. There was identified 42 articles that matched with eligibility criteria, describing cost of illness studies from 2001 to 2019.

Hesitação e recusa vacinal e os efeitos para a população de países com sistemas universais de saúde: uma revisão integrativa

O número de indivíduos que recusam ou hesitam a vacinação vem crescendo nos últimos anos, e tem sido notado com a diminuição da cobertura vacinal. Diante deste cenário de recusa e hesitação vacinal crescentes, faz-se necessário conhecer quais os efeitos que estes fenômenos têm trazido para os sistemas universais de saúde. O objetivo do estudo é revisar os efeitos da recusa e hesitação vacinal para a população de países com sistemas universais de saúde, na produção científica da área da saúde em artigos. Realizou-se uma revisão integrativa da literatura em cinco bases de dados Lilacs/BVS, Scielo, Pubmed/Medline, Scopus e Embase. O total de publicações identificadas foi 318, realizou-se revisão integrativa, de maneira sistematizada e ordenada, permanecendo para leitura completa 12 artigos científicos. Identificou-se 7 categorias principais de abordagem do tema: 1) políticas públicas para imunização da população, 2) fatores da hesitação da vacinação contra gripe, 3) hesitação entre profissionais de saúde, 4) fatores importantes para a decisão dos pais de vacinarem, 5) segurança das vacinas, 6) determinantes sociais, demográficos e econômicos para hesitação/recusa e 7) determinantes sociodemográficos para hesitação/recusa.. Os artigos científicos estudados nessa revisão permitiram entender como se deu a recusa e hesitação vacinal em diferentes cenários, os seus efeitos e como esses motivos estão interligados entre si.

Saúde global e crises sanitárias: uma revisão integrativa da produção cientifica sobre as ações de enfrentamento as consequências econômicas da pandemia por covid-19

Em momentos de crises, com destaque para as crises sanitárias globais, é importante discutir alguns fatores que são negligenciados na agenda da saúde global, que de certa forma estão relacionados ao colonialismo e a falta de equidade nas relações políticas e socioeconômicas entre os países no mundo. O objetivo desse estudo é identificar na literatura científica as ações econômicas de enfrentamento a crise sanitária global causada pela Covid-19. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura realizada nas bases de dados SAGE Journals, Web of Science, Pubmed e Scopus. Para a construção da sintaxe de busca utilizou-se o fenômeno, a população e o contexto da pergunta de pesquisa: “Qual a relação entre as desigualdades econômicas e as ações construídas para o enfrentamento da pandemia causada pela covid-19 no cenário da saúde global?”. Foram selecionados 24 artigos científicos, publicados no ano de 2020 e escritos nos idiomas inglês, português e espanhol. Foram construídas categorias de análise para os artigos selecionados, que relacionavam a covid-19 com políticas públicas, meio ambiente e economia. Esta revisão integrativa da literatura mostra a multidimensionalidade dos aspectos relacionados à pandemia por COVID-19, mas considera que as discussões sobre as consequências econômicas e sobre as ações tomadas pelos gestores ao redor do mundo para conter essas consequências são um importante foco de estudo no contexto da crise sanitária mundial ainda pouco explorado.

Cozinhas comunitárias enquanto estratégia política de segurança alimentar, nutricional e combate à fome: uma revisão da literatura

Dados do 2º Inquérito Nacional sobre Insegurança Alimentar no Contexto da Pandemia da Covid-19 no Brasil realizado pela Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional mostram que 58,7% da população convive com a insegurança alimentar em algum grau – leve, moderado ou grave (fome). Dentre as diversas intervenções que abordam a insegurança alimentar e o combate à fome estão as cozinhas comunitárias. Esta revisão integrativa da literatura tem por objetivo levantar na literatura científica os modelos de iniciativas de cozinhas comunitárias e identificar os tipos de impactos advindos destas iniciativas. Diante dos estudos revisados, infere-se que as cozinhas comunitárias têm potencial para se constituir uma eficiente política social de garantia de SAN e combate à fome. Este modelo de intervenção incorpora aspectos de coesão social, de saúde mental, de promoção à saúde e de empoderamento necessários para a reconstrução de nosso fragmentado tecido social e da nossa capacidade de enxergar a fome sem indiferença.

A reestruturação produtiva e os efeitos da organização e gestão contemporânea do trabalho na saúde do trabalhador

O estudo teve como objetivo verificar o que a literatura cientifica apresenta sobre a interferência da reestruturação produtiva na saúde do trabalhador. Diante do protagonismo do trabalho pretendeu-se demonstrar a relação prejudicial entre características inerentes à sua organização e gestão e o desgaste provocado nos trabalhadores. Após busca por descritores em ciências da saúde aderentes ao tema, foi realizada pesquisa na base de dados da LILACS e, com isso, 27 artigos foram selecionados. Foi observado que as doenças ocupacionais mais relatadas foram estresse ocupacional (70,4%) e distúrbios osteomusculares (59,3%). O desgaste físico e emocional (59,3%), frustração profissional (29,6%) e sinais de hipertensão (14,8%) foram as reclamações mais frequentes. No que diz respeito ao ambiente de trabalho, a rotina sobrecarregada e o baixo controle do trabalho lideraram os relatos. Ficou claro que as demandas do mercado atual, que exige cada vez mais responsabilidade, produtividade e dedicação dos trabalhadores, impõem a eles condições favoráveis para o seu próprio adoecimento.

A atuação das associações de pacientes na incorporação e na alteração de políticas públicas de saúde

As associações de pacientes constituem-se pelo agrupamento voluntário de pessoas motivadas por uma doença ou condição de saúde em comum. Em geral, este grupo de pacientes e familiares possuem múltiplos papeis de apoio, desde o assistencialismo, suporte emocional como também educacional, além de representarem os interesses do grupo a qual suportam seja em esferas políticas como também nas sociais, responsabilizando-se por levar a “voz” dos pacientes com o objetivo de fomentar pesquisas para o tratamento, bem como incluir ou alterar a legislação relacionada às doenças. Neste contexto, esta revisão sistemática incluiu 36 publicações, analisando as ações desenvolvidas pelas associações em âmbito nacional e internacional e sua atuação na incorporação e na alteração de políticas públicas de saúde, discutindo os conflitos de interesse presentes, os diversos atores envolvidos e desafios na busca para contribuir no progresso em saúde, seja em âmbito individual, mas principalmente no coletivo daqueles a qual representa e perante a sociedade enaltecendo o direito e dever da democracia. Entende-se que é de suma importância o trabalho desempenhado pelas associações e, portanto, sua atuação deve ser protegida e fortalecida frente a pressões de instituições privadas e públicas que possam vir a inibir e até mesmo extinguir este propósito.

Eficiência ou ineficiência da Organização Social de Saúde na gestão da Atenção Primária à Saúde (APS)

Este estudo teve como objetivo revisar o tema sobre a eficiência ou ineficiência técnica da Organização Social de Saúde (OSS) na gestão da Atenção Primária à Saúde (APS). Tratou-se de uma revisão integrativa cujo o objeto foi “eficiência ou ineficiência da OSS”. Utilizou-se das bases Lilacs e Scielo para realizar a busca e a sintaxe do estudo foi organizada de acordo com: população (atenção básica à saúde), fenômeno (eficiência ou ineficiência da gestão) e contexto estudado (serviços terceirizados ou OSS). Os artigos e teses com resumo, disponíveis em texto completo e em idioma português, inglês e espanhol, foram os critérios de inclusão, totalizando cinco artigos incluídos, dos quais 100% estavam indexados na base Lilacs. Os estudos analisados não definiram claramente a eficiência de gestão da OSS, porém mostraram que a adoção desse modelo de gestão foi facilitadora da expansão do acesso à APS, principalmente, por meio do aumento da cobertura potencial da ESF. Sugerem que a contratualização necessita ser aperfeiçoada com relação a negociação e a responsabilização com autonomia das entidades; que a avaliação e o controle na maioria das vezes não têm como foco os resultados; e, por fim, constatou-se uma fragilidade no incremento da transparência e do controle social. Faz-se necessário qualificar o debate da eficiência desse modelo na saúde, em especial, na APS, reconhecendo uma lacuna na avaliação de eficiência da atuação do setor não estatal.

A relação entre a educação em saúde de pacientes com diabetes e os gastos em saúde no setor público

O diabetes afeta mais de 420 milhões de pessoas mundialmente trazendo enormes custos materiais e imateriais para os Estados. Ao pensar na redução desses custos, em especial dos sistemas públicos de saúde, é preciso pensar em modelos que vão além, de apenas, a incorporação de novas tecnologias e medicamentos. O presente estudo pretende a partir de uma análise a qual revisão integrativa com abordagem qualitativa busca entender o impacto da educação em saúde dos pacientes com diabetes para os sistemas públicos de saúde. E assim demonstrar que a educação em diabetes é um importante componente na redução dos custos diretos e indiretos dos pacientes com diabetes, de modo que os Estados devem adotá-la em seus programas de saúde pública. Porém a limitada biografia existente sobre os custos do diabetes torna ainda mais complexa uma pesquisa que tem como objetivo entender a relação da educação em saúde do paciente com diabetes e os custos econômicos para a saúde pública.