Terapia digital para pacientes portadores de diabetes mellitus tipo 2 a partir do referencial da economia política

Resumo

O diabetes tipo 2 é uma doença crônica não transmissível que se caracteriza por uma deficiência ou não processamento da insulina que controla os níveis de açúcar (glicose) no corpo. A doença vem aumentando e a OMS a classificou como uma epidemia mundial, o envelhecimento populacional e maus hábitos alimentare são um dos fatores. O custo social e financeiro é impactante. O diabetes é uma doença sensível a atenção primária e há uma série de ferramentas em saúde digital que permitem o atendimento clínico e o autogerenciamento do paciente com a promessa de atingir resultados clínicos e econômicos. Nesse sentido, este estudo busca evidenciar o que há na literatura sobre o uso de terapia digital para pacientes com diabetes. Foi realizada uma revisão integrativa na Biblioteca Virtual de Saúde (BVS) considerando os descritores: Diabetes Mellitus, Complicações do Diabetes, Diabetes Mellitus Tipo 2, Estado Pré-Diabético, telemedicina, saude móvel, saude digital, terapia digital, monitoramento digital, medicina preventiva, monitoramento continuo glicose, dispositivos vestíveis, rastreadores de atividade, medicina digital, sensores digitais, monitoramento remoto de pacientes, terapia para diabetes, ferramenta de tratamento personalizada, tecnologia para diabetes, Política de Saúde, Níveis de Atenção à Saúde, Atenção Primária à Saúde, Sistemas de Informação em Saúde, Serviços de Saúde para Idosos, Atenção à Saúde, Acesso Universal aos Serviços de Saúde, Necessidades e Demandas de Serviços de Saúde, Saúde do Idoso, Sistemas Públicos de Saúde, Financiamento dos Sistemas de Saúde, Sistemas Nacionais de Saúde, Estratégias para Cobertura Universal de Saúde, digital therapeutics, dtx com as articulações dos operadores bolenos AND e OR. Foram identificados 338 artigos e, após aplicação de critérios de inclusão/exclusão, foram selecionados 61 artigos. A maior parte dos artigos focam no papel da telemedicina, outros no uso de aplicativos e plataformas de automonitoramento e um número menor trata da “Digital Therapeutics” que que tem a pretensão de buscar evidências clínicas para o tratamento do paciente. Apesar de estar sendo aplicado em vários países, ainda não há políticas públicas que visam ampliam o acesso, há desafios para os governos darem acesso equitativo. As questões de custo, infraestrutura, literacia digital, discriminação estrutural são barreiras para a ampliação do acesso. Sendo assim, é importante adotar uma postura crítica para entender e discutir caminhos equitativos. Tratar a equidade no acesso exige uma ação coordenada que inclua políticas inclusivas que beneficie a todos, ao invés de acentuar as exclusões sociais e econômicas.
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