Resumo
Revisou-se o que a literatura científica marxista apresenta sobre o avanço da Inteligência Artificial (IA) e a subsunção do trabalho intelectual para pensar suas repercussões na saúde. Para tanto, foi realizada uma revisão sistemática crítica da literatura marxista tomando como fonte 182 revistas marxistas. A estratégia de busca foi construída com os termos-livres derivados de dois polos: fenômeno (‘Inteligência Artificial’, ‘Quarta Revolução Industrial’, ‘Indústria 4.0’) e contexto (‘Subsunção do Trabalho’, ‘Trabalho Intelectual’). Português, espanhol e inglês foram os limites de idioma. A análise dos dados foi realizada por meio da análise crítica descritiva. 14 artigos foram incluídos. Os seguintes elementos dos artigos foram sintetizados e criticados: ‘subsunção do trabalho e o trabalho Intelectual na 4ª revolução industrial’; ‘Inteligência Artificial e a Indústria 4.0’; ‘IA e subsunção do trabalho intelectual na saúde’; ‘limites da automação e da IA na saúde’; ‘uso intensivo de tecnologia na saúde’; ‘problemas na substituição de profissionais de saúde por IA’; ‘limites do raciocínio clínico por algoritmos’; ‘a IA poderá causar a subsunção do trabalho intelectual na saúde?’. Pôde-se afirmar que a 4ª Revolução Industrial acentua a subsunção do trabalho intelectual e a IA tem o potencial de provocar a subsunção gradativa do trabalho intelectual em um curto espaço de tempo. Sistemas de IA carecem da habilidade de interpretação fundamentais no trabalho de saúde e a crítica marxista sugere que a integração da IA deve ser feita com o equilíbrio entre inovação tecnológica/dignidade do trabalho.