Resumo
As terapias agnósticas oncológicas representam uma inovação no tratamento do câncer ao atuarem com base em características moleculares dos tumores, independentemente de sua localização anatômica. Este trabalho realizou uma revisão integrativa sistematizada da literatura para investigar os efeitos econômicos da incorporação dessas terapias nos sistemas de saúde. Foram selecionadas 5 bases de dados (Embase, Pubmed, Web of Science, Lilacs e Google Schoolar) eanalisadas 3.628 publicações, das quais 9 atenderam aos critérios de inclusão. Os estudos selecionados evidenciam desafios metodológicos significativos, como a heterogeneidade tumoral, ausência de grupos controle e baixa prevalência de biomarcadores, que dificultam a avaliação econômica. Modelos como sobrevida particionada, hierárquico bayesiano e impacto orçamentário foram utilizados para estimar custo-efetividade e sustentabilidade. A testagem genética mostrou-se um fator crítico, impactando diretamente os resultados econômicos. Estratégias como acordos de entrada gerenciada, testagem direcionada e geração de dados de mundo real foram propostas para viabilizar o uso eficiente dessas terapias. Conclui-se que a incorporação responsável de terapias agnósticas exige adaptação aos contextos nacionais, especialmente em sistemas públicos como o SUS, onde a equidade e a sustentabilidade são fundamentais.