Desafios e externalidades negativas inerentes à transformação digital da saúde no Brasil (2019-2024): uma revisão narrativa

Resumo

O conceito de transformação digital em Saúde abrange tanto o desenvolvimento como a aplicação de tecnologias digitais como: Internet das coisas, cuidado virtual, monitoramento remoto, Inteligência artificial, Big Data analytics, Blockchain, Smart wearables, plataformas e ferramentas para troca, compartilhamento, armazenamento e captura remota de dados. A transformação digital em Saúde assumiu um papel institucional relevante no Brasil a partir de 2020, com a publicação da “Estratégia Digital de Saúde 2020-2028” feita pelo Ministério da Saúde. Diante de um conceito tão complexo e com riscos em sua aplicação, esse processo no Brasil tem se revelado um gigantesco desafio porque essas novas trajetórias tecnológicas acabam gerando, concomitantemente, grandes transformações positivas e algumas expressivas externalidades negativas nos setores público e privado de Saúde. Nesse sentido, este trabalho tem como objetivo revisar a literatura científica sobre a transformação digital da Saúde no Brasil com foco nas externalidades negativas entre 2019 e 2024. Para isso, foi elaborada uma revisão narrativa, a partir da seguinte pergunta: “O que a literatura científica apresenta sobre as externalidades negativas na transformação digital da Saúde no Brasil?”. As bases de dados consultadas foram: Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) e a Pubmed. Após a aplicação dos critérios de inclusão e de exclusão, foram incluídos 25 artigos e 7 publicações de literatura cinzenta. Dentre os binômios desafio/externalidade negativa encontrados, foi possível perceber que, embora de magnitudes e complexidades distintas, tanto no Setor Público como no Privado de Saúde, os danos significativos de seus efeitos colaterais precisam ser monitorados e mitigados.
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