Resumo
Introdução: A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) é uma doença crônica e progressiva que causa limitação do fluxo de ar e está associada à inflamação das vias aéreas, sendo uma importante causa de morbidade e mortalidade em todo o mundo. No Brasil, é uma das principais causas de morte e hospitalizações, com significativo impacto econômico no SUS. Existem protocolos clínicos para manejo da DPOC e mais da metade dos pacientes são tratados no ambiente de Atenção Primária à Saúde (APS). O objetivo desse trabalho é avaliar quais os custos descritos na literatura que estão associados às exacerbações por DPOC para o SUS. Metodologia: Foi realizada uma revisão sistemática integrativa da literatura, visando entender os custos descritos associados à DPOC no SUS. A revisão incluiu uma busca detalhada em várias bases de dados, resultando na seleção de sete estudos relevantes para análise dos dados. Resultados e discussões: Os estudos abordaram cinco principais categorias de custos relacionados à DPOC: tratamento de exacerbações, terapias não-medicamentosas, medicamentos, impacto da incorporação de novas tecnologias e custos legais para acesso a medicamentos. As intervenções hospitalares foram as mais onerosas ao SUS e os tratamento têm como objetivo principal evitar novas exacerbações nos pacientes. A implementação de programas de reabilitação pulmonar mostrou-se econômica e clinicamente benéfica. Além disso, estudos que explorem os impactos financeiros de novas medicações são essenciais para avaliação de incorporação de novas tecnologias, a fim de se evitar o excesso de recursos de judicialização. As intervenções via APS têm papel fundamental no manejo do paciente com DPOC e são grandes responsáveis pelas intervenções não-medicamentosas. Conclusão: A escassez de estudos que explorem os custos da DPOC é evidente. Com o aumento da prevalência da DPOC e seu impacto econômico substancial, a realização de mais pesquisas sobre os custos pode fornecer dados essenciais para a implementação de políticas públicas eficazes, promovendo melhores práticas de prevenção, diagnóstico e tratamento da doença, além de contribuir para a sustentabilidade financeira do sistema de saúde.