Resumo
O uso de substâncias psicoativas sempre esteve presente na civilização, mas somente a partir do advento e desenvolvimento do capitalismo seu consumo se constituiu como um fenômeno problemático de dimensão global que evoca intervenções em diversas áreas, incluindo na saúde pública. E é a caracterização desse uso problemático de substâncias psicoativas no contexto de saúde pública da sociedade contemporânea a partir do desenvolvimento do capitalismo sob a ótica da economia política que justifica esse trabalho em direcção ao seu objetivo geral que trata de: Expor o olhar da discussão científica a respeito do capitalismo sobre o uso de substâncias psicoativas em saúde pública por meio de uma revisão integrativa que coletou publicações na plataforma DeCs/MeSH Descritores em Ciências da Saúde na base de dados da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) em que foram incluídos 11 estudos que consideravam relevantes discussões sobre uso de substâncias psicoativas aliado a estrutura capitalista e/ou as respostas sob o olhar da saúde pública que explicitaram uma visão crítica e multifacetada sobre a relação entre o capitalismo e o uso problemático de substâncias psicoativas no campo da saúde pública, em que tais substâncias psicoativas – lícitas e/ou ilícitas, são fundamentalmente concebidas como mercadorias dentro da estrutura e dinâmica do modo de produção capitalista em que o Sistema Único de Saúde (SUS) tem apresentado diversas respostas complexas, contraditórias e influenciadas por diferentes concepções teóricas e lógicas sociais, muitas vezes submetidas à própria lógica capitalista e medicalizante.