Alocação de recursos financeiros e as necessidades em saúde para as populações do campo, da floresta e das águas

Resumo

As populações do campo, da floresta e das águas (PCFA) são consideradas grupos vulneráveis e suas condições de vida resultam de um processo histórico de concentração de terras, exploração de recursos naturais e extermínio de povos indígenas. Apesar da existência de políticas, a alocação de recursos para atender às necessidades de saúde das PCFA é insuficiente e escassa. Este trabalho investiga se a alocação de recursos financeiros para as PCFA está sendo realizada de acordo com suas necessidades de saúde, questionando se a atual distribuição de recursos atende efetivamente a essas populações. Foi realizada uma revisão integrativa da literatura de artigos publicados de 2013 a fevereiro de 2024 nas bases BVS, PubMed e Scopus, utilizando descritores indexados. Foram identificados oito artigos que abordavam a temática, apontando uma carência de estudos que abordem a análise da alocação dos recursos financeiros na saúde das populações estudadas. Os estudos, predominantemente voltados para a população rural, evidenciam uma ampla bibliografia sobre as necessidades de saúde desses grupos, a carência de profissionais qualificados e a falta de infraestrutura adequada. As pesquisas destacam políticas públicas que resultaram em alocações de recursos financeiros para atender a essas necessidades, especialmente as de direito social constituído, como o acesso à saúde. A implementação de políticas nacionais para uma alocação equitativa dos recursos e a criação de estratégias intersetoriais e de serviços de saúde demonstraram benefícios para essas populações. Também foram identificados desafios relacionados a aspectos geográficos e culturais, além da necessidade de aprimoramento contínuo dessas políticas. Pesquisas futuras devem focar em populações menos representadas com métodos que avaliem a alocação de recursos financeiros para necessidades de saúde. Além disso, estudos centrados em contextos latino-americanos podem preencher lacunas na literatura e oferecer perspectivas valiosas para otimizar a alocação de recursos em saúde.
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